11/04

Ele

casal

Ele não deixou de sorrir enquanto estivemos juntos, ele me abraçou e quis gravar na memória o meu rosto para sempre. Talvez soubesse o que aconteceria depois com a gente. Ele me fez tão bem enquanto esteve comigo, que até fico sem ar só de imaginar aquilo não existindo mais. Ele disse que voltaria e que viveríamos a nossa história como nos filmes, onde as coisas sempre dão certo. Ele me fez ver além do que eu podia e me fez amar a incrível arte de dormir tarde, enquanto conversávamos sem preocupação alguma nas madrugadas frias e ao mesmo tempo tão quentes.

Aquele cara me fez diferente. Diferente do que eu era, do que eu imaginei ser um dia. Ele me fez ser melhor e me deixou lembranças que estarão pra sempre no meu coração, porque sim, ele foi importante demais pra mim. Ele acelerava o passo pra ficar ao meu lado enquanto atravessávamos a rua buscando novos momentos. Ele amava o meu sorriso e se divertia com o meu modo de falar e com o meu modo de ver a vida. Ele se dizia cavalheiro e insistia em ser o último a se despedir. Ele era forte e ao mesmo tempo tão fraco.

Tem uma parte aqui dentro que acredita em finais felizes e que acredita que aquela história com ele não acabou ali onde a gente pensou que acabou. Ele era tão mais cabeça que eu e as discussões sempre acabavam em meio termo. Me entreguei tanto que senti que o meu mundo não era mais tão meu, porque passou a ser dele. Todo dele.

Ele era sincero. Gostava de música como ninguém e me inspirava por ser assim tão musical. Ele também tinha defeitos, mas as vezes eles ficavam tão escondidos entre as qualidades maravilhosas que ele tinha, que eu nem via direito. Aliás, acho que isso acontece com tudo mundo que se apaixona. A gente deixa tudo o que não é legal de lado e foca somente nas coisas boas, na companhia, no abraço apertado. E que saudade daquele abraço apertado!

Ele me viu mudar e me quis mesmo assim, com todos os pesos que eu trazia de outros relacionamentos que me fizeram tão mal um dia. Ainda bem que ele entendeu que o tempo sempre faz a gente esquecer e as vezes até simplesmente parar de tentar lembrar. Ele tinha as melhores palavras e se sentia culpado por não poder me ver com a frequência que eu tanto queria.

Ele era romântico sem nem perceber e escreveu tudo o que nós iríamos fazer quando o pior passasse. Ele se foi, sem considerar uma volta. Com um adeus que doeu tanto. Ainda dói.

Ainda sinto.

Mas ainda espero.

Jaqueline
Oi, eu sou a Jaqueline, mas pode me chamar de Jaque! Tenho 22 anos, sou formada em Administração de Empresas, apaixonada por livros e a louca da fotografia.Adoro dias frios, seriados (♥) e a combinação dos dois também. É aqui que compartilho meus sonhos, minhas alegrias e minhas incertezas. Esse é meu mundo na internet, espero que goste!
Me desculpa, tá?
Me basto
Das cartas que eu nunca te escrevi – Blogagem coletiva ROTAROOTS